Disney prepara milhares de despedimentos e cortes de custos
Segundo a Bloomberg, alguns responsáveis receberam uma meta de redução de custos anuais de 20%. O plano inclui outras poupanças além dos despedimentos e prevê reinvestir parte das verbas.
O que se passou
A Walt Disney está a preparar milhares de despedimentos, segundo uma notícia da Bloomberg publicada a 3 de novembro. A agência cita pessoas com conhecimento das discussões privadas. Os cortes continuam a ser planos reportados, não despedimentos já concretizados.
Alguns responsáveis foram chamados a procurar uma redução de 20% nos custos anuais. Essa meta poderá ser alcançada através da eliminação de postos de trabalho e de outras despesas. Não corresponde, por isso, a uma redução de 20% do número de trabalhadores.
O impacto deverá variar entre as operações da Disney, que incluem parques temáticos, canais de televisão e estúdios de cinema. A informação divulgada não estabelece uma distribuição dos cortes por negócio.
O presidente executivo da Disney, Josh D’Amaro, pretende reinvestir parte das poupanças em conteúdos de cinema e televisão, tecnologia e parques temáticos. A iniciativa surge quando a empresa prometeu um crescimento de dois dígitos do resultado ajustado por ação no exercício fiscal.
O que isto significa
A redução de despesas poderá ajudar a Disney a cumprir o compromisso de crescimento do resultado ajustado por ação. Mas a meta de 20% foi pedida apenas a alguns responsáveis e não deve ser aplicada ao conjunto dos custos da empresa.
Também não é possível tratar todas as poupanças como um aumento futuro do resultado. A intenção de reinvestir parte das verbas significa que uma parcela do dinheiro libertado deverá regressar às operações, em vez de ficar integralmente refletida numa melhoria da rentabilidade.
Se acompanhas as ações da Disney, a distribuição dos cortes será relevante para avaliar o plano. Reduzir despesas num negócio e financiar outro pode alterar as prioridades da empresa, mesmo sem uma redução equivalente da despesa total.
A notícia ainda não permite quantificar as poupanças líquidas nem o contributo para os resultados. A concretização dos despedimentos e o destino do reinvestimento serão necessários para perceber a dimensão financeira da iniciativa.
Porque deves querer saber
A meta de 20% não é um corte igual no emprego
O número mais expressivo do plano refere-se aos custos anuais de algumas áreas, não ao total de trabalhadores da Disney. Confundir as duas medidas exageraria o alcance conhecido dos despedimentos.
Para avaliares o efeito nos resultados, interessa distinguir a redução de despesas das verbas que serão reinvestidas. O objetivo anunciado a alguns responsáveis não permite, por si só, calcular quanto poderá aumentar o resultado da empresa.
A Disney quer financiar conteúdos e parques com poupanças
A intenção de Josh D’Amaro liga os cortes ao financiamento de atividades que a Disney quer continuar a desenvolver. Cinema, televisão, tecnologia e parques temáticos estão entre os destinos previstos para parte das verbas.
O plano mostra que reduzir custos e manter investimento podem fazer parte da mesma estratégia numa empresa de entretenimento. Como os cortes deverão ter impactos diferentes entre operações, a sua distribuição ajudará a perceber quais os negócios que vão libertar recursos e quais os que os vão receber.



