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Macroeconomia

Merz exige participação europeia nas negociações sobre a Ucrânia

As próximas conversações estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos. O chanceler alemão diz não ver sinais de um envolvimento sério da Rússia.

Redação Clareza
03 de novembro de 2026, 18:033 min de leitura
Merz exige participação europeia nas negociações sobre a Ucrânia

O que se passou

O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu a 3 de novembro que os europeus devem participar nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia. A posição foi apresentada em Berlim, onde recebeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Merz manifestou dúvidas sobre o empenho de Moscovo no processo. O chanceler afirmou que a Rússia precisa de negociar com seriedade, mas que ainda não vê esse envolvimento, segundo declarações citadas pela AFP.

A próxima ronda está prevista para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O formato anunciado reúne negociadores ucranianos e russos, sob mediação dos Estados Unidos, sem participação europeia.

Zelensky espera que o trabalho das equipas abra caminho a um encontro entre líderes. Recusou, porém, uma conversa telefónica com Vladimir Putin, uma deslocação a Moscovo ou um convite ao presidente russo para se reunir em Kiev, considerando essas opções destrutivas.

Entretanto, os ataques continuaram na Ucrânia. Um hospital em Kherson foi atingido durante a madrugada, deixando 46 pessoas feridas e obrigando à retirada de 200 pacientes.

O que isto significa

A exigência de Merz expõe uma divergência sobre quem deve participar no processo diplomático. A Alemanha reclama uma voz europeia, mas o formato previsto para Abu Dhabi mantém a negociação entre Kiev e Moscovo, com os Estados Unidos como mediadores.

Para avaliares o risco geopolítico, convém distinguir a marcação de conversações de um avanço efetivo para a paz. Zelensky manifesta esperança num encontro entre líderes, enquanto Merz questiona a disposição russa para negociar seriamente. Nenhuma destas posições confirma uma aproximação entre as partes.

O próximo passo será perceber se as reuniões de novembro se realizam no formato anunciado e se permitem avançar para contactos ao mais alto nível. A participação europeia continua a ser uma exigência política, não uma alteração acordada à mesa negocial.

A continuação dos ataques mostra também que a via diplomática decorre em paralelo com a guerra. O calendário de reuniões, por si só, não permite concluir que o risco associado ao conflito tenha diminuído.

Porque deves querer saber

A Europa continua sem lugar à mesa

O pedido de Merz não veio acompanhado de uma mudança no formato das próximas conversações. Os interlocutores previstos continuam a ser a Ucrânia e a Rússia, com mediação norte-americana.

Se acompanhas o risco europeu, esta distinção ajuda-te a separar uma reivindicação diplomática de uma decisão já tomada. A composição da mesa será um dos elementos concretos a observar na próxima ronda.

As conversações ainda não são um acordo

Zelensky quer que as reuniões das equipas preparem um encontro entre líderes. Merz, porém, não identifica ainda um compromisso sério de Moscovo com a negociação, e os ataques continuam.

Uma reunião marcada é um passo de processo, não uma garantia de redução do conflito. Para quem investe, os resultados concretos das conversações serão mais relevantes para avaliar o risco do que a existência de um calendário diplomático.

Fontes

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