Roménia acusa Rússia de afundar cargueiro no Mar Negro
Um tripulante morreu e três estão desaparecidos após um ataque com drone ao largo da costa romena. A NATO anunciou mais meios de vigilância perante a sucessão de ataques a navios comerciais.
O que se passou
Um drone atingiu e afundou o cargueiro Khoryv no Mar Negro esta sexta-feira, 23 de outubro, a cerca de 24 quilómetros do porto romeno de Constança. Segundo as autoridades romenas, nove dos 13 tripulantes foram resgatados, um morreu e três continuam desaparecidos.
O presidente da Roménia, Nicusor Dan, atribuiu o ataque à Rússia e enquadrou-o na escalada da guerra contra a Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também responsabilizou Moscovo e condenou o ataque ao navio civil, que transportava tripulantes ucranianos e azeris.
Pelo menos sete cargueiros foram atingidos nas últimas duas semanas ao largo da Roménia e da Bulgária. A NATO anunciou na terça-feira a mobilização de meios adicionais de vigilância para o Mar Negro, na sequência dos ataques com drones contra navios comerciais.
Na quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que pede à União Europeia que pondere uma missão naval no Mar Negro. Os eurodeputados apelaram também ao reforço da presença da NATO na região e responsabilizaram a Rússia pelo agravamento da insegurança marítima.
O que isto significa
O afundamento acrescenta risco à navegação comercial no Mar Negro. A sucessão de ataques mostra que o perigo para os cargueiros não se limita a um incidente isolado, embora a responsabilidade por este ataque seja uma acusação das autoridades romenas e europeias.
Se acompanhas empresas dependentes do transporte marítimo na região, a segurança das rotas passa a merecer atenção acrescida. Interrupções nas viagens ou alterações de percurso podem afetar a regularidade das entregas. Não foram divulgados impactos nos fretes, nos seguros ou nos resultados de empresas.
A resposta anunciada pela NATO centra-se no reforço da vigilância. Já uma eventual missão naval europeia permanece uma proposta do Parlamento Europeu, não uma operação aprovada. Essa diferença importa para avaliar a proteção efetivamente disponível para a navegação.
A proximidade dos ataques às costas romena e búlgara aproxima a insegurança marítima do flanco leste da Aliança Atlântica. A evolução da resposta militar e diplomática torna-se, assim, relevante para acompanhar o risco associado ao comércio na região.
Porque deves querer saber
Os ataques ameaçam a continuidade das viagens
O afundamento do Khoryv mostra as consequências diretas dos ataques para a navegação comercial. Além das vítimas, a perda de um cargueiro expõe os operadores ao risco de interrupção das viagens naquela zona.
Se tens exposição a empresas que utilizam estas rotas, interessa acompanhar eventuais alterações nas operações. A notícia não quantifica perdas de carga nem aumentos de custos, pelo que ainda não permite medir o efeito financeiro.
A NATO reforça a vigilância no Mar Negro
Os ataques ao largo da Roménia e da Bulgária estão a levar a segurança do transporte marítimo para a agenda da NATO e da União Europeia. A Aliança anunciou meios adicionais, enquanto o Parlamento Europeu pediu que fosse ponderada uma missão naval.
O risco para o comércio passa também a depender da capacidade de proteger as rotas. Para avaliares os próximos desenvolvimentos, convém distinguir os meios já anunciados das propostas políticas que ainda exigem decisões.

