Juros dos novos créditos à habitação sobem para 3,06%
A taxa média aumentou pelo sexto mês consecutivo e atingiu o nível mais elevado desde abril de 2025. As renegociações de empréstimos da casa voltaram a crescer após cinco meses de queda.
O que se passou
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação em Portugal chegou aos 3,06% em setembro, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal a 2 de novembro. A subida de 0,05 pontos percentuais face a agosto foi a sexta consecutiva.
Este indicador inclui novos contratos e renegociações. Nos novos contratos, a taxa média aumentou 0,07 pontos percentuais, para 3,07%. Nos contratos renegociados, desceu 0,02 pontos percentuais, para 3,05%.
Na zona euro, a taxa média das novas operações de crédito à habitação aumentou 0,02 pontos percentuais, para 3,62%. Portugal passou a ter a quinta taxa mais baixa entre os países da moeda única.
O montante dos novos contratos de crédito à habitação atingiu 2.171 milhões de euros, mais 34 milhões do que em agosto. As renegociações de empréstimos da casa somaram 587 milhões de euros, mais 81 milhões, interrompendo cinco meses de descidas.
O que isto significa
O financiamento para comprar casa voltou a encarecer nas novas operações. A subida concentrou-se nos novos contratos, enquanto a taxa média das renegociações teve uma ligeira redução. Se estás a comparar propostas, esta diferença ajuda a distinguir o custo de um novo empréstimo das condições obtidas na revisão de um contrato existente.
A média de 3,06% não representa uma atualização automática dos juros de todos os empréstimos em vigor. Os dados dizem respeito às operações realizadas em setembro, incluindo contratos novos e renegociados.
Apesar da subida, Portugal continua entre os países com taxas médias mais baixas da zona euro. O aumento mensal foi, contudo, superior ao registado no conjunto dos países da moeda única.
O aumento dos montantes contratados e renegociados ajuda os investidores em bancos a acompanhar a atividade no crédito à habitação. Estes dados, por si só, não permitem concluir que a rentabilidade dos bancos aumentou, porque não mostram os custos de financiamento nem as margens obtidas.
Porque deves querer saber
Novos contratos ficam mais caros
A taxa média dos novos contratos de crédito à habitação subiu para 3,07%, mas o montante contratado também aumentou em setembro. O encarecimento coincidiu, assim, com um crescimento do financiamento concedido para comprar casa.
Se acompanhas o setor bancário, estes indicadores mostram a evolução do preço e do volume de novos empréstimos. Não demonstram, porém, que a subida dos juros tenha causado qualquer alteração na procura.
Renegociações regressam às subidas
As renegociações de crédito à habitação recuperaram após cinco meses de queda e atingiram 587 milhões de euros. Ao mesmo tempo, a taxa média destes contratos desceu para 3,05%, ao contrário do que aconteceu nos novos contratos.
A diferença mostra que o custo do crédito não evoluiu da mesma forma em todas as operações. Se estás a avaliar o financiamento da casa, a taxa média dos novos empréstimos não substitui a comparação das condições concretas de uma renegociação.

