Nasdaq fecha em queda com petróleo em alta e resultados dos bancos no horizonte
O S&P 500 terminou quase inalterado e o Dow Jones subiu 0,38%. Os investidores aguardam os resultados do terceiro trimestre de grandes bancos norte-americanos e dados de inflação e consumo nos EUA.
O que se passou
O Nasdaq Composite fechou a sessão de 12 de outubro em queda de 0,44%, nos 27.245,90 pontos, pressionado sobretudo pela tecnologia. O S&P 500 cedeu 0,06%, para 7.807,24 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average avançou 0,38%, para 51.850,55 pontos.
O petróleo subiu quase 2 dólares por barril depois de ataques mortais ao aeroporto internacional de Riade durante o fim de semana. A subida da energia aumentou a atenção dos investidores sobre a inflação, numa semana em que serão divulgadas leituras de setembro dos preços no consumidor, dos preços no produtor e das vendas a retalho nos EUA.
A época de resultados do terceiro trimestre começa a ganhar peso com os grandes bancos norte-americanos. Goldman Sachs, Citigroup e JPMorgan Chase estão entre as instituições que apresentam contas no início de terça-feira.
Segundo dados da LSEG IBES citados pela Reuters, os analistas esperavam que os resultados das empresas do S&P 500 aumentassem 30,6% no terceiro trimestre. O volume de negociação foi mais baixo do que a média recente, com 12,67 mil milhões de ações transacionadas nas bolsas norte-americanas, contra uma média de 20 dias de 17,62 mil milhões.
O que isto significa
A sessão mostrou um mercado sem direção única. O Dow subiu, o S&P 500 ficou praticamente estável e o Nasdaq caiu, o que indica uma maior pressão sobre as ações de crescimento e tecnologia do que sobre o mercado em geral.
A energia voltou ao centro da atenção porque uma subida do petróleo pode alimentar receios de inflação. Esse efeito é relevante para quem investe porque dados de preços mais fortes podem influenciar as expectativas sobre a Reserva Federal norte-americana e sobre as taxas de juro.
A tecnologia foi o setor mais fraco do S&P 500, com uma descida de 0,9%. A pressão foi mais visível nos semicondutores, com o índice Philadelphia Semiconductor a cair 2,7% depois de tocar um mínimo de três semanas.
Os resultados dos bancos vão dar uma primeira leitura sobre crédito, consumo e atividade financeira nos EUA. Para Goldman Sachs, Citigroup e JPMorgan Chase, os investidores vão olhar para a capacidade de gerar receitas num ambiente em que as yields das obrigações têm estado em níveis elevados.
Porque deves querer saber
O petróleo voltou a mexer com a rotação setorial
A subida do petróleo favoreceu as ações de energia, que avançaram 1,5% dentro do S&P 500. Foi o melhor desempenho entre os 11 grandes setores do índice.
Ao mesmo tempo, tecnologia e consumo discricionário ficaram entre os segmentos mais fracos. Esta diferença mostra uma rotação defensiva numa sessão em que os investidores preferiram esperar por dados económicos e resultados antes de assumirem mais risco.
Os bancos abrem uma semana decisiva para os EUA
Goldman Sachs, Citigroup e JPMorgan Chase dão o arranque mais visível da época de resultados. As suas contas costumam ser usadas como barómetro para perceber a saúde do crédito, dos mercados de capitais e da procura de empresas e consumidores.
A semana também traz inflação no consumidor, inflação no produtor e vendas a retalho. Esses dados chegam num momento em que as taxas de juro continuam no centro das decisões de investimento e em que a energia pode voltar a pesar nas expectativas de preços.




