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Energia

OPEP+ mantém oferta de petróleo inalterada para novembro

A decisão foi tomada pelo segundo mês consecutivo, depois de vários membros terem revertido cortes voluntários na produção. A próxima reunião está marcada para 1 de novembro.

Redação Clareza
04 de outubro de 2026, 17:063 min de leitura
OPEP+ mantém oferta de petróleo inalterada para novembro

O que se passou

A OPEP+ decidiu manter sem alterações a oferta de crude para novembro, repetindo a decisão tomada no mês anterior. O grupo junta a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados fora do cartel.

A decisão foi acordada pelos ministros da Energia da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, de acordo com a organização sediada em Viena.

Estes sete membros tinham revertido, ao longo de cerca de um ano, dois cortes voluntários na produção que tinham sido aplicados em 2023 para apoiar os preços do crude.

Em agosto, a produção total dos países da OPEP rondou 24 milhões de barris por dia, mais 1,46% do que no mês anterior. A produção da OPEP+ rondava 38 milhões de barris por dia, cerca de 38% da oferta global de crude prevista pela Agência Internacional de Energia para 2026.

O Brent, referência europeia, fechou a semana passada nos 102,25 dólares por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, ficou nos 91,11 dólares por barril. A próxima reunião da organização está marcada para 1 de novembro.

O que isto significa

A decisão mantém a oferta planeada de petróleo sem novo aumento para novembro. A decisão reduz a incerteza imediata para investidores em energia sobre a produção do grupo, que continua a ter peso relevante no equilíbrio entre oferta e procura global.

A OPEP+ já tinha passado por uma fase de reposição de barris no mercado, depois dos cortes voluntários decididos em 2023. Ao travar novas mudanças por agora, o grupo evita acrescentar mais uma variável a um mercado que já negoceia com o Brent acima dos 100 dólares por barril.

O peso da OPEP+ continua a ser central. Com cerca de 38 milhões de barris por dia, o grupo representa uma fatia significativa da oferta global prevista pela Agência Internacional de Energia para 2026. Qualquer alteração futura na produção pode ter efeitos nas petrolíferas, nos custos de energia das empresas e nas expectativas de inflação.

A reunião de 1 de novembro passa a ser o próximo momento de referência. Até lá, o mercado fica com uma indicação de continuidade, depois de um período em que vários produtores reverteram cortes e aumentaram a produção disponível.

Porque deves querer saber

Menos surpresa imediata no mercado do crude

A manutenção da oferta para novembro dá ao mercado uma referência estável para o curto prazo. As petrolíferas e os investidores em energia passam a olhar para a procura e para os preços de referência sem uma nova alteração de produção decidida pela OPEP+.

O Brent e o WTI continuam a ser os preços mais acompanhados para medir esse impacto. O Brent fechou a semana passada nos 102,25 dólares por barril e o WTI nos 91,11 dólares, níveis que mantêm a energia como fator relevante para margens empresariais e inflação.

A OPEP+ continua a gerir a oferta com cautela

A decisão surge depois de os sete membros terem revertido cortes voluntários implementados em 2023. Essa reposição aumentou a produção disponível, mas o grupo optou agora por não acrescentar nova mudança para novembro.

A OPEP+ continua a influenciar uma parte grande do mercado mundial de petróleo. Com cerca de 38% da oferta global prevista para 2026, as suas decisões seguem importantes para empresas de energia, transportes, indústria e para os bancos centrais que acompanham os custos energéticos.

Fontes

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