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Empresas

DoorDash proíbe novas ligações a trabalhadores da Instacart no LinkedIn

A restrição vigora até à conclusão da compra da Instacart por 17 mil milhões de dólares. As empresas esperam concluir a operação no final de 2027 ou no primeiro semestre de 2028.

Redação Clareza
03 de novembro de 2026, 11:013 min de leitura
DoorDash proíbe novas ligações a trabalhadores da Instacart no LinkedIn

O que se passou

A DoorDash instruiu os trabalhadores a não enviar nem aceitar novos pedidos de ligação no LinkedIn de funcionários da Instacart. A regra aplica-se mesmo quando já existe uma relação pessoal ou profissional entre os envolvidos.

A orientação consta de um documento interno de perguntas e respostas entregue à SEC, o regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Surge depois de a plataforma de entregas ter acordado a compra da Instacart por 17 mil milhões de dólares.

As empresas afirmam que devem continuar a operar separadamente até à conclusão da aquisição, prevista para o final de 2027 ou o primeiro semestre de 2028. Até lá, permanecem concorrentes.

Vários especialistas em fusões e aquisições ouvidos pelo Business Insider disseram nunca ter encontrado uma proibição semelhante de estabelecer ligações no LinkedIn ou noutras redes sociais entre trabalhadores de empresas envolvidas numa operação.

O que isto significa

O acordo de compra ainda não permite à DoorDash gerir a Instacart como parte do mesmo grupo. Até ao fecho, as empresas têm de preservar a sua independência, incluindo na definição de preços e na proteção de informação comercial sensível.

As restrições procuram evitar o chamado gun-jumping, a antecipação indevida de uma fusão. A coordenação entre concorrentes antes de uma operação estar concluída pode comprometer o próprio negócio, mesmo que ambas as empresas já tenham acordado os seus termos.

A proibição de novas ligações no LinkedIn vai além das precauções habituais descritas pelos especialistas ouvidos. William Kovacic, antigo presidente da autoridade norte-americana da concorrência FTC e diretor do centro de direito da concorrência da Universidade George Washington, questionou se a medida é prudente ou excessivamente abrangente.

Se acompanhas as ações da DoorDash, o calendário distingue o acordo anunciado da integração efetiva. A empresa prevê um período prolongado de operação separada, durante o qual os contactos entre equipas continuam sujeitos a limites.

Porque deves querer saber

A integração ainda não pode começar

A DoorDash está a limitar até contactos profissionais de rotina com a futura adquirida. A instrução não abrange apenas novos pedidos enviados pelos seus trabalhadores, mas também a aceitação de convites de funcionários da Instacart.

Para quem investe, a separação operacional impede tratar a aquisição como concluída. O negócio tem um valor acordado de 17 mil milhões de dólares, mas as duas empresas continuam obrigadas a atuar como concorrentes até ao fecho.

Os contactos profissionais entram nas cautelas da aquisição

As precauções numa aquisição costumam abranger a partilha de informação sensível, a coordenação de preços e conversas não autorizadas sobre emprego. A extensão dessas cautelas ao LinkedIn surpreendeu os especialistas ouvidos pelo Business Insider.

Chris Selland, docente da escola de negócios D'Amore-McKim da Northeastern University, sugeriu que a medida também pode procurar evitar a saída de trabalhadores entre as empresas. Essas mudanças poderiam levar consigo contactos de clientes e, na sua avaliação, pôr o acordo em risco. Trata-se de uma possível explicação, não de um motivo confirmado pela DoorDash.

Fontes

As empresas desta notícia

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