Apple anuncia o primeiro MacBook com ecrã tátil
O MacBook Pro com ecrã OLED tátil parte dos 2.899 dólares. A decisão põe fim a mais de 15 anos de resistência da Apple a esta forma de usar os seus portáteis.
O que se passou
A Apple anunciou a 28 de outubro um MacBook Pro com ecrã tátil OLED, uma tecnologia de imagem em que cada píxel emite luz própria. O preço começa nos 2.899 dólares, quase 1.000 dólares acima do MacBook Pro convencional.
A empresa adaptou o software ao toque. A barra de menus expande-se para facilitar a seleção e os botões para fechar ou minimizar janelas aumentam quando o utilizador tenta tocar-lhes. O ecrã também permite gestos semelhantes aos disponíveis no trackpad, como mudar de página ou aceder às notificações.
A Apple afirmou à Wired que redesenhou a dobradiça para estabilizar o ecrã durante a utilização. Segundo a análise do The Verge às demonstrações, a alteração não elimina por completo a oscilação quando se toca no painel.
O responsável de marketing da Apple, Greg Joswiak, justificou a mudança com as expectativas de uma geração de jovens criadores e utilizadores que já espera poder tocar no ecrã dos MacBook Pro. A decisão contrasta com a oposição pública que a empresa manteve durante mais de 15 anos.
O que isto significa
A Apple acrescenta uma nova razão para escolher um dos seus portáteis mais caros. O toque surge associado a um ecrã OLED e a um preço bastante superior ao do MacBook Pro convencional, pelo que a adesão dos clientes ajudará a perceber o valor que atribuem a esta combinação.
O anúncio representa uma mudança de produto, não uma demonstração de crescimento das vendas. O preço de entrada é conhecido, mas não permite concluir quanto poderá esta versão acrescentar às receitas da Apple.
A empresa também não transformou o MacBook num portátil dobrável ao estilo Yoga. Manteve o formato habitual e acrescentou o toque como alternativa ao teclado e ao trackpad, apoiado por adaptações na interface.
Se acompanhas a Apple, a distinção relevante está entre este lançamento no segmento mais caro e uma eventual expansão a outros MacBook. As declarações de Joswiak sugerem essa possibilidade, mas não constituem um anúncio de novos modelos.
Porque deves querer saber
O toque chega com um preço mais elevado
O novo MacBook Pro começa nos 2.899 dólares, quase 1.000 dólares acima da versão convencional. A Apple passa a ter mais uma característica para distinguir a sua oferta mais cara, sem substituir a forma habitual de trabalhar com o portátil.
O preço torna relevante perceber se os clientes valorizam o toque o suficiente para escolher esta versão. O anúncio, por si só, ainda não mostra qual será a procura nem o contributo para as receitas.
A Apple revê a separação entre toque e portátil
A Apple defendeu durante anos que tocar num ecrã vertical era cansativo e que combinar portátil e tablet comprometia a experiência. Agora, responde a utilizadores que, segundo Greg Joswiak, esperam encontrar o toque também no Mac.
A solução aproxima o MacBook de uma funcionalidade já presente noutros portáteis, mas preserva o seu formato. Para o setor, a mudança mostra como as expectativas dos utilizadores podem levar até uma empresa resistente a rever a forma de interação com os seus produtos.


