
O negócio da Moody’s junta ratings com ferramentas para avaliar riscos
A emissão de dívida influencia as avaliações de crédito. As subscrições de dados e software trazem outra dinâmica, mais ligada ao trabalho continuado dos clientes.
Uma emissão de dívida e uma análise de risco criam receitas diferentes
A Moody’s tem duas grandes áreas. A atividade de ratings avalia o risco de quem emite dívida e acompanha essas avaliações. A Moody’s Analytics fornece dados, investigação e ferramentas para bancos, seguradoras e outras organizações analisarem riscos e tomarem decisões.
Um banco pode utilizar informação para avaliar uma empresa ou preparar uma decisão de crédito. Uma seguradora pode precisar de modelos para analisar a exposição a perdas. Esses serviços entram em processos de trabalho que se repetem. Já a procura por um novo rating depende mais do momento em que uma entidade decide financiar-se ou realizar uma operação.
A emissão de dívida deu mais força aos ratings
No segundo trimestre de 2026, as receitas ligadas a transações na área de ratings cresceram bastante mais depressa do que as receitas recorrentes dessa área. A tabela permite distinguir esses dois ritmos e compará-los com o negócio de Analytics. As linhas apresentadas não repetem a receita umas das outras.
Analytics cresceu cerca de 4% na base reportada, enquanto a comparação sem aquisições, vendas de atividades e moedas mostrou um crescimento superior. Houve também efeito da venda de uma atividade de formação. Isso ajuda a perceber por que a evolução do total pode ser diferente da procura pelos produtos que continuam na empresa.
Receitas recorrentes e receitas ligadas a transações
Segundo trimestre de 2025 e de 2026
| Indicador | 2025 | 2026Var. % | Variação |
|---|---|---|---|
| Ratings, transações | 0,663 | 0,891+34,4% | +34,4% |
| Ratings, receitas recorrentes | 0,347 | 0,369+6,3% | +6,3% |
| Moody’s Analytics | 0,888 | 0,925+4,2% | +4,2% |
Variação face a 2025, calculada com os valores apresentados.
A divisão MIS, que inclui a atividade de ratings, é separada entre transações e receitas recorrentes. Analytics é apresentada pelo total reportado e inclui o efeito de mudanças na composição da atividade.
Fonte · Moody’s, resultados do segundo trimestre de 2026A confiança faz parte do produto vendido
Um rating tem utilidade porque é reconhecido por quem analisa uma dívida. Essa confiança exige metodologias consistentes e acompanhamento. Também traz responsabilidade, regulação e risco reputacional. A empresa precisa de preservar a credibilidade das avaliações enquanto responde às necessidades de emissores e investidores.
Nas ferramentas de Analytics, o valor está em dados e modelos que os clientes conseguem utilizar no seu trabalho. Ligar uma ferramenta aos processos internos pode favorecer a renovação. Mas também obriga a manter a qualidade e a demonstrar utilidade quando chegam novas alternativas. A introdução de IA muda a forma de consultar informação, sem retirar essa necessidade de fiabilidade.
Os dois ritmos ajudam a ler o próximo trimestre
Um período favorável à emissão de dívida pode trazer muitas transações de uma vez. Se os clientes anteciparem financiamento, parte dessa procura pode deixar de aparecer mais à frente. Por isso, projetar o crescimento dos ratings exige perceber as condições de mercado e a comparação com o ano anterior.
As subscrições de Analytics dão outra informação sobre a continuidade do negócio. Interessa acompanhar renovações e expansão dos produtos, sem confundir a receita anualizada dos contratos com a receita contabilística do trimestre. Juntar estas medidas permite perceber se a melhoria depende sobretudo do mercado de dívida ou de uma relação mais ampla com os clientes.
O que acompanhar
- A emissão de dívida mantém procura ou está a antecipar operações de períodos futuros?
- As receitas recorrentes crescem com renovações e mais produtos por cliente?
- A expansão de Analytics continua quando retiramos moedas e mudanças nas atividades incluídas?
Fontes
Texto atualizado em .


