
O negócio do Bank of America começa no dinheiro dos clientes
Depósitos e crédito são uma parte do banco. A gestão de património e os serviços a empresas e investidores acrescentam receitas que respondem a outros fatores.
O banco recebe dinheiro e decide onde o aplicar
Uma família pode usar o Bank of America para receber o salário, pagar despesas e pedir um empréstimo. Uma empresa pode precisar de financiamento ou de gerir pagamentos. O banco reúne estas relações e aplica parte do dinheiro em crédito e títulos, respeitando os limites de liquidez e capital exigidos à atividade.
A diferença entre o que recebe nessas aplicações e o que paga para obter financiamento é uma fonte central de receitas. Mas o dinheiro dos depósitos não está disponível sem condições. Os clientes podem retirá-lo e procurar melhores taxas. O banco precisa de equilibrar o rendimento das aplicações com essa possibilidade de saída.
Os juros explicam uma parte das receitas
A tabela mostra as receitas líquidas de juros e as receitas das outras atividades. Nas primeiras já foi descontado o custo do financiamento. Nas segundas entram serviços como pagamentos, gestão de património e operações nos mercados. Esta separação ajuda a perceber de onde veio a melhoria apresentada pelo banco.
Uma subida dos juros pode aumentar o rendimento de empréstimos e aplicações, mas também tornar os depósitos mais caros. Além disso, algumas aplicações mantêm a mesma taxa durante bastante tempo. O efeito chega aos resultados em momentos diferentes. Por isso, olhar apenas para a decisão mais recente da Fed deixa parte da explicação de fora.
Duas fontes de receitas no banco
Segundo trimestre de 2025 e de 2026
| Indicador | 2025 | 2026Var. % | Variação |
|---|---|---|---|
| Receitas líquidas de juros | 14,67 | 15,997+9,0% | +9,0% |
| Receitas sem juros | 12,773 | 15,561+21,8% | +21,8% |
Variação face a 2025, calculada com os valores apresentados.
As receitas líquidas de juros já descontam os custos dos juros. As provisões para crédito e os restantes custos são deduzidos mais abaixo nos resultados.
Fonte · Bank of America, resultados do segundo trimestre de 2026O crédito vendido hoje pode trazer perdas mais tarde
Quando o banco concede um empréstimo, recebe juros ao longo do tempo. Se o cliente deixar de pagar, uma parte desse rendimento pode desaparecer juntamente com o capital emprestado. As provisões procuram reconhecer perdas esperadas antes de todas se materializarem. São uma estimativa que pode mudar quando a situação dos clientes melhora ou piora.
Essa mudança depende do emprego, dos rendimentos, dos negócios e das garantias associadas ao crédito. Um aumento das provisões não significa automaticamente que o banco perdeu esse dinheiro no trimestre. Mas merece ser comparado com os atrasos e as perdas efetivas, para perceber se a avaliação está a acompanhar o que acontece na carteira.
A Merrill acrescenta receitas ligadas ao património dos clientes
Através da Merrill e dos restantes serviços de investimento, o banco acompanha clientes que precisam de gerir património. As comissões podem depender do dinheiro sob gestão, dos serviços prestados e da atividade dos investidores. Quando os mercados sobem, o valor desses ativos pode aumentar mesmo sem entrar dinheiro novo.
Para avaliar o crescimento desta área, ajuda separar a valorização dos mercados das novas entradas de clientes. Em conjunto com o crédito, estas atividades dão várias formas de gerar receitas. Também exigem equipas, sistemas e capital. O resultado final depende de quanto o banco consegue crescer sem fazer os custos e os riscos avançarem ao mesmo ritmo.
O que acompanhar
- Quanto estão a custar os depósitos em relação ao rendimento dos empréstimos?
- As provisões acompanham os atrasos e as perdas efetivas no crédito?
- A gestão de património cresce com entradas de clientes ou sobretudo com os mercados?
Fontes
Texto atualizado em .


