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Macroeconomia

Zelenskyy aceita cessar-fogo energético se a Rússia também aderir

O presidente ucraniano disse que Kiev está pronta para assinar garantias, mas avisou que responderá se Moscovo não cumprir. Zelenskyy acusou a Rússia de continuar a lançar drones contra cidades e infraestruturas energéticas.

Redação Clareza
12 de outubro de 2026, 10:012 min de leitura
Zelenskyy aceita cessar-fogo energético se a Rússia também aderir

O que se passou

Volodymyr Zelenskyy afirmou esta segunda-feira de manhã que a Ucrânia está pronta para aceitar o cessar-fogo energético mediado pelos Estados Unidos, anunciado por Donald Trump no domingo.

O presidente ucraniano disse, numa intervenção transmitida em direto, que Kiev pode assinar garantias se isso for necessário para dar confiança ao acordo. A condição central é que a Rússia também cumpra.

Zelenskyy avisou que a Ucrânia responderá se Moscovo não aceitar o cessar-fogo energético. Acusou ainda a Rússia de já ter violado o entendimento, ao manter ataques com drones contra Kyiv e outras cidades ucranianas.

No domingo, Zelenskyy já tinha criticado novos ataques russos contra alvos energéticos ucranianos, incluindo uma central elétrica em Kharkiv, no leste do país, perto da fronteira russa.

O que isto significa

A proposta coloca a energia no centro de uma tentativa limitada de reduzir a intensidade da guerra. Não é um cessar-fogo geral, mas incide sobre infraestruturas que afetam diretamente eletricidade, aquecimento e capacidade industrial.

Para quem investe, o ponto sensível está no risco geopolítico associado à energia europeia. Ataques a infraestruturas ucranianas podem manter pressão sobre redes elétricas, fluxos regionais e perceção de segurança no leste da Europa.

A reação de Moscovo passa a ser o elemento que define se a iniciativa tem efeito prático. A disponibilidade de Kiev reduz uma parte da incerteza diplomática, mas não elimina o risco enquanto continuarem acusações de ataques.

O envolvimento dos Estados Unidos também pesa. A mediação de Donald Trump dá visibilidade política ao acordo e pode influenciar a forma como os mercados avaliam qualquer sinal de desanuviamento ou nova escalada.

Porque deves querer saber

A energia volta ao centro da guerra

Um cessar-fogo focado em infraestruturas energéticas teria impacto direto sobre um dos pontos mais vulneráveis da Ucrânia. Centrais elétricas e redes de distribuição são essenciais para manter serviços básicos e atividade económica.

Zelenskyy tentou separar a disponibilidade ucraniana da responsabilidade russa. Ao dizer que Kiev aceita garantias, desloca a pressão para Moscovo e para a capacidade dos Estados Unidos de fazer cumprir o entendimento.

O risco geopolítico continua ligado aos mercados de energia

A guerra na Ucrânia continua a ser uma variável para os mercados europeus de energia, mesmo quando o impacto direto nos preços não é imediato. A ameaça sobre infraestruturas críticas mantém um prémio de risco associado à região.

A iniciativa mostra que qualquer alívio depende menos de declarações e mais da interrupção efetiva dos ataques. Para investidores, a diferença entre um compromisso anunciado e um compromisso cumprido pode mudar a leitura sobre energia, defesa e risco europeu.

Fontes

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